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Auto análise

Junho 18, 2008

Aprendi que na vida a gente deve falar às pessoas que a gente ama, que a gente as gosta demais. Aprendi nos meus dias em 21 anos, que viver é muito maior do que esperar apenas a morte chegar. Aprendi que fazer a solidariedade é estar mais próximo de Deus, e se sentir leve com isso. Aprendi a dar valor no sorriso de crianças e de deficientes que mesmo com todas as dificuldades conseguem sorrir com as pequenas coisas da vida. Com as amizades aprendi que algumas são eternas, outras passageiras, alguns são adotados como filhos, porém como os filhos de verdade vão embora também. Aprendi a dizer, quando tenho vontade, o quanto é bom estar com alguém e lhe dizer tudo aquilo que verdadeiramente sinto, aprendi com isso tbm que algumas pessoas não gostam mto de ouvir isso sempre…elas pensam diferente e são diferentes, e assim tenho que guardar mais os meus sentimentos, mesmo achando isso um absurdo e de uma insensibilidade e injustiça fora do comum.Aprendi nesses 21 anos, que quando temos algum problema, melhor que chorar pelos cantos ou resmungar, é chamar e resolver o problema, encará-lo de frente sendo pacífico e o mais verdadeiro possível, as amizades são fortalecidas quando se há transparência. Aprendi que as pessoas eternas lhe mandam mensagens no celular quando menos se espera…elas ainda se recordam do quanto foram felizes. Aprendi que devemos ser rígidos com carinho, e engraçados com respeito. Como me disse alguém eterno: “quero-o metade criança e metade velho”… ou então como recebi : ” as suas raízes são profundas no meu s2″. Aprendi também que a simplicidade é tudo, mesmo tendo todas as honras que alguém poderia ter. Aprendi a ser reconhecido e nem por isso me acomodei aos estudos e à fome de conhecimento. Aprendi que o que tenho hj, posso não ter mais amanhã. Porém como todo mundo, por mais que tenho aprendido ainda sofro e choro. Esse é o mau do ser humano, é sofrer pelos outros e com os outros. Talvez que isso seja bom, mas dói. Só queria agora que as pessoas aprendessem tudo isso também. E o que me resta a perguntar? resta ainda algum sofrimento ou felicidade para que eu possa aprender?

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