Ando me questionando sobre sentimentos como amor e amizade. Não falo do amor, aqueles conhecidos pelos sentimentalismos de um romance como Jack e Rose, Romeu and Juliet, mas sim o amor ao próximo.
Creio que o Amor pode ser classificado em várias modalidades, não que seja um esporte, ou lei, mas ele já se faz importante pelo simples fato de não avisar quando vem, por quem vem e quando vai.
O primeiro amor, creio que seja o amor à Família. Não que escolhamos ser o primeiro amor, até porque amor não se escolhe. Porém é com eles que convivemos nos primeiros anos de nossas vidas. O Amor à Família vem por si só, na convivência. É o amor não escolhido e incondicionado.
O segundo amor, seria o vindo da civilidade, ou socialização. É o amor ao amigo. Sabe aqueles que quando criança chamamos de: Meu melhor amigo! Isso é amor. E nesse amor há uma pureza singela, algo infantil e verdadeiro.
O terceiro amor, é o mais esquecido de todos, é aquele que nos faz sentir “pena”, “dó”, pelas pessoas, o que define este amor é a sensibilidade própria do coração humano. É aquele amor lembrado por Jesus que dizia: “Amai ao próximo, como a ti mesmo”. É o amor pelas pessoas que vivem nas ruas, é o amor em se preocupar com o que se veste, se passam frio, fome, se são agredidos. Ou então o amor aos bebês abandonados em orfanatos, jogados em rios. Esse é um amor divino.
O quarto amor é aquele que mais se modifica durante nossas vidas. A gente nunca sabe quando ele vem e quando ele vai embora. É o romance, as conquistas. São tão passageiros que se faz cumprir o : “Que seja eterno enquanto dure”. Sábia frase. É um amor passageiro e marcante.
O último amor que na verdade deveria ser o primeir, só é o último porque está em extinção. É o amor-próprio. Pensamos mais nos outros, do que em nós. Fazemos mais em virtude do que o outro pensa e fala do que no que realmente queremos. Nos preocupamos com atitutes que são nossas, mas que serão julgadas pelo outro que nos assiste. O amor-próprio é dosado, se não for assim, será egocentrismo ou porque não arrogância. Mas as pessoas nem se lembram que ele existe, quem dirá se lembrarão de dosá-lo.
Amor é assim, grande, pequeno, suave e intenso. E tem o começo, o meio e o fim. E se restar lembranças do que é amar, estas serão tão pequenas e relativas que não saberemos decifrar se amamos, quem amamos e qual amor é o mais intenso.
Todo amor é assim…







