Posts de Julho, 2008

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Nem tudo são flores.

Julho 26, 2008

Ando me questionando sobre sentimentos como amor e amizade. Não falo do amor, aqueles conhecidos pelos sentimentalismos de um romance como Jack e Rose, Romeu and Juliet, mas sim o amor ao próximo.

Creio que o Amor pode ser classificado em várias modalidades, não que seja um esporte, ou lei, mas ele já se faz importante pelo simples fato de não avisar quando vem, por quem vem e quando vai.

O primeiro amor, creio que seja o amor à Família. Não que escolhamos ser o primeiro amor, até porque amor não se escolhe. Porém é com eles que convivemos nos primeiros anos de nossas vidas. O Amor à Família vem por si só, na convivência. É o amor não escolhido e incondicionado.

O segundo amor, seria o vindo da civilidade, ou socialização. É o amor ao amigo. Sabe aqueles que quando criança chamamos de: Meu melhor amigo! Isso é amor. E nesse amor há uma pureza singela, algo infantil e verdadeiro.

O terceiro amor, é o mais esquecido de todos, é aquele que nos faz sentir “pena”, “dó”, pelas pessoas, o que define este amor é a sensibilidade própria do coração humano. É aquele amor lembrado por Jesus que dizia: “Amai ao próximo, como a ti mesmo”. É o amor pelas pessoas que vivem nas ruas, é o amor em se preocupar com o que se veste, se passam frio, fome, se são agredidos. Ou então o amor aos bebês abandonados em orfanatos, jogados em rios. Esse é um amor divino.

O quarto amor é aquele que mais se modifica durante nossas vidas. A gente nunca sabe quando ele vem e quando ele vai embora. É o romance, as conquistas. São tão passageiros que se faz cumprir o : “Que seja eterno enquanto dure”. Sábia frase. É um amor passageiro e marcante.

O último amor que na verdade deveria ser o primeir, só é o último porque está em extinção. É o amor-próprio. Pensamos mais nos outros, do que em nós. Fazemos mais em virtude do que o outro pensa e fala do que no que realmente queremos. Nos preocupamos com atitutes que são nossas, mas que serão julgadas pelo outro que nos assiste. O amor-próprio é dosado, se não for assim, será egocentrismo ou porque não arrogância. Mas as pessoas nem se lembram que ele existe, quem dirá se lembrarão de dosá-lo.

Amor é assim, grande, pequeno, suave e intenso. E tem o começo, o meio e o fim. E se restar lembranças do que é amar, estas serão tão pequenas e relativas que não  saberemos decifrar se amamos, quem amamos e qual amor é o mais intenso.

Todo amor é assim…

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Exagerado.

Julho 23, 2008

Engraçado como muitas vezes parecemos seres exagerados, não?!

Não sei se é lei divina ser assim por si só tão exagerado e cômico. Pois percebemos a cada dia que o ser humano vai de extremo a extremo em questão de segundos. Tudo se opõe ao humor insensato. De triste vai para o êxtase da felicidade, assim como da felicidade decai para o fundo da tristeza. Assim como do ânimo empolgante ao desânimo inconsolado. Do cansaço veterano ao incasável modo de buscar sonhos. Existe antítese maior do que o chamado “ser humano”?

Nosso humor varia conforme as condições que o meio proporciona: pessoas, clima, lugar, dia, mês, hora. Há os amantes da noite, que se sentem mais livres durante as mesmas. Há os adoradores do sol, que enquanto lua ficam a reclamar ou se sentir mal. Há os amantes da chuva, assim como os que necessitam do sol para sobrevivência do bom humor. Há os que enquanto em casa tudo é lindo, assim como é tedioso o mesmo para outros. Há os que detestam seu trabalho e este não passa de um meio para manter suas condições mínimas de sobrevivência.

Assim nós nos mudamos, um dia ótimo humor e noutro péssimo humor. Volta-se ao ditado: “Tudo que é bom dura pouco”, o equilibrio fundamental não se faz permanente, e difícil não é encontrá-lo, mas sim mantê-lo.

Mesmo assim, creio que o humor é nosso, e ninguém é obrigado a conviver com isso. Temos ao menos, que colaborar para um clima saudável. As pessoas não assinaram contrato algum que dizia da sua obrigação de nos aturar, e ruim seria se assim fosse. Logo, tente independente do seu humor repeitar o próximo, e ser assim um pouco mais sociável, mesmo nos piores dias da sua vida. Exagerado? Não, concreto!

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Feito de palavras.

Julho 21, 2008

Lendo aprendemos a singela diferença entre: Entender o sentido real das coisas e Ler o sentido real das coisas. Há uma diferença básica,mas que se faz fundamental entre ler um texto, ou entendê-lo. Quando lemos um texto, não estamos apenas jun-tan-do sílabas, estamos juntando IDÉIAS que são coerentes entre si. Aquela velha frase dita pelas professoras de produção de texto: “Gente, todo texto e toda idéia tem, começo, meio e fim”. Sim sim, elas estavam corretas. Como bons entendedores é importante enfatizar a grande necessidade da leitura compreendida, ou seja, aquilo que leio agora, é de vital importância que eu preste atenção nos detalhes, palavras pequenas e que ligam uma oração à outra. Assim formamos a idéia. E cabe agora à nós interpretá-la. Assim sendo, tiramos proveito daquilo, com a rotina de leitura, aprendemos a nos orientar e assim sendo escrever também.

Fazendo uma pequena analogia entre os textos, as palavras e a vida, digo que a vida é também feita de começo, meio e fim. O começo são os passos que damos rumo ao conhecimento, seja ele de qual espécie for: andar, caminhar, falar, ler, interpretar. O meio é quando compreendemos o que fizemos e o que fazemos todos os dias, são as ações como mentir, dizer, omitir, agradecer, educar-se. O fim é a colheita daquilo que plantamos no começo e no meio.  E o pior, na papelaria da vida não se vende borrachas, logo cuide para fazer um bom começo e um bom meio, para que o fim possa ter uma coerência formidável.

A vida não se baseia nas palavras ditas ou lidas. Mas nas liçoes que ela nos mostra dia-a-dia.

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Decepção não mata. Ensina a Viver…

Julho 19, 2008

Sim sim!…Tem isso no orkut e daí?!…. Vou usar!

Já observaram que a vida é como aqueles ‘pula pula’ infantis, do tipo que muitas vezes estamos lá embaixo..outras vezes estamos cá em cima?

Justamente. Quando você pensa:

_Meu Deus, minha vida acabou!  [aí já não se sabe se é por intervenção divina, a vida dá-lhe logo um empurrão e lhe joga lá no alto, mas muito alto mesmo! A ponto de a cada impulso novo bater recorde novo.]

Aí, quando você está lá em cima, bem no alto, vem a lei da gravidade da vida e lhe puxa para baixo novamente.

E assim vamos pulando dali e daqui. Porém, um dia quem sabe consigamos vencer a lei da gravidade né?!

Mas cuidado, não coloque seu ‘pula pula’ em lugar fechado ou debaixo de árvores, chega uma hora que tanto o teto como o galho lhe darão além de um soco no cérebro, uma queda brusca de felicidade à tristeza em questão de segundos!

Fique de olho!

O.o

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Malas.

Julho 18, 2008

Sou um viajante que vago pelo mundo, trazendo comigo coisas, que apesar de simples são complexas, apesar de leves, são pesadas, apesar de tudo são minhas.

Carrego comigo sem beira e nem rumo, apenas uma mala de couro singelo e formato pequeno. Dentro dela tenho coisas valiosas, coisas que carrego desde outrora em busca de abrigo.

Dentro da maleta, tenho segredo, que  não são bem segredos. São confidências, algumas minhas, algumas suas, mas que guardo em sigilo e carrego comigo, trancadas ali dentro.

Tem ali também sorrisos, alguns sinceros como os daqueles bebês. Já alguns falsos como os de hiena. Mesmo assim os carrego, é necessário conhecer ambos para saber a autenticidade de cada.

Dentro desta maleta carrego dores, que me são pesadas, algumas são deixadas quando pesam demais. Outras as trago comigo, como instrumento de bússola que me mostra o caminho que devo realmente confiar.

Dentro de minha mala, tenho alguns medos, talvez nem sejam medos, mas sim receios. Receio de “ois” e de “tchaus”, de seguir em frente ou voltar atrás.

Dentro de minha bagagem, trago desejos, alguns devaneios, outros sensatos demais.

Trago dentro de minha sacola, a liberdade, como criança que balança rapidamente no parque ao vento. Dá um frio na barriga o movimento e assim sendo, ainda trago comigo a prisão, não por escolha, é mais por imposição de alguns que aconselharam-me ao sair:

_Leve-a, pode precisar!

 

Trago na maleta marrom escura, a esperança de abrigo, talvez que nem seja só disso, talvez precise daquilo que nem eu sei que preciso. Mas sei que a trago. Nunca a vi ali dentro, mas sei que não a esqueci. Deve estar no fundo, ou misturada, ou em algum canto, é tanta coisa que quando vejo me perco.

 

Trago na mala, encantos, alguns grandes, alguns enormes, outros imensos. Não existem encantos pequenos. Encanto que é encanto já é encanto por si só.

 

Trago comigo, meus pés descalços, peito à frente, cabeça erguida. Queixo empinado, como quem se orgulha. Como alguém que esnoba. Mas não é esta a questão. Não noto o mundo de cima para baixo por opção, nem por “esnobação”, o meu queixo pra cima é aquele de quem engole o choro, e que mesmo com uma imensa vontade de gritar se cala, é a dor consentida, orgulhos feridos, decepções definidas. Mas isso já não me maltrata, há remédio que sara.

 

Trago além dos pés descalços, mãos sacudidas, de quem trabalha e disso não tem medo. Mãos que acariciam! Ah! Trago na mala, carinhos, gestos de incentivo e muita força de vontade.

Essa é minha bagagem. Está certo que me pesa, mas compensa. De nada me serviria a vida se não a tivesse comigo.

Continuarei com essa bagagem toda viajando. Procurando. Às vezes eu paro e me distraio, tiro algo e abandono. Algumas vezes paro, observo, e guardo mais algo que um dia poderá me servir.

Não sei o que coloco ali todos os dias, nem me lembro quando coloquei ali cada coisa. Achei até que minha maleta não tinha marcas, e que fosse de barracas, daquelas de brechó. Esses dias eu percebi sua etiqueta, sua marca é gloriosa e vi o escrito que se designava Fé.

Carrego comigo minha maleta, de erros e acertos, sentimentos e medos, etiqueta. Pés descalços,  mãos sublimes e acima de mim apenas asas. Um dia achei que fossem anjos que me perseguiam, olhava para trás e já não os via. Olhava para cima e penas me caíam. Eram brancas e imensas. Pensei:

_São anjos que fazem festas.

Engraçado tinha impressão de que eram tão grandes que chegavam a tocar o céu.

 

Um dia abrindo minha maleta lembrei de um achado, que há tempos encontrado ali estava esquecido. Era um pequeno espelho já quebrado, que refletia em mim, algo inimaginável.

Quando me vi, notei que não carregava apenas malas, mas asas que um dia me ajudarão o caminho seguir.

Os caminhos são assim, as bagagens são assim. A utilidade das asas?…

Os sonhos me são assim.

 

 

 

 

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Crer é viver.

Julho 17, 2008

É necessário na vida aprendermos a crer.

Crer que o mundo não foi feito para nós. Nós que fomos feitos pra ele.

Crer que nele devemos apenas viver. E vivendo, ser mais pacífico e se possível indiferente à tudo aquilo que nos maltrata.

Crer que sendo mais pacífico viveremos em serenidade e sendo indiferentes, seremos mais felizes.

Crer que sendo mais felizes, tornaremos as pessoas à nossa volta, mais felizes também. E sendo mais serenos, carregaremos conosco a tranquilidade onde quer que a gente vá.

Indo, estaremos caminhando, rumo à algum objetivo.

Tendo objetivo, teremos uma razão para continuar a caminhada da vida.

E caminhando veremos, que um pé vai na frente do outro. Mas que mesmo assim recuar as vezes é necessário. A vida é feita passo a passo. Se resolvermos andar muito depressa cairemos nela.

Se algum dia tivermos desilusões com alguém, ou formos agredidos por quem amamos, haveremos de nos reconstruir. E por mais que nossa alma desabe, nada a fará se perder. Não há destroços que não podem ser retirados, e restos que não podem ser reconstruídos.

Se um dia desabarmos dessa forma, teremos alguém conosco, que nos dará a mão, o braço, o pé e tudo aquilo que puder. Mas o mais importante de tudo é o Coração que ela com bondade nos doará.

Veremos também, que nem sempre serão as mesmas pessoas do nosso lado. Em um desabamento é um, noutro é outro. Isso é a lei da Rotatividade.

Isso é regra. E não tem excessão.

Tudo se acalma, tudo se acomoda e vida volta ao seu ritmo normal, anormal, corrido, lento, mas sempre um ritmo contínuo, sem data pra início e sem data para o fim. E sem data também para recomeços.

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Não importa a -feira.

Julho 14, 2008

Pensei em uma palavra que me definisse o novo dia que se inicia, vivemos de palavras, vivemos de ações, porque não mudar o nome de nossos dias por sonhos que temos e queremos?

Pensei em fazer da segunda feira o recomeço. Talvez por recomeçar tudo aquilo que ficou parado durante o recesso de um sábado agitado e de um domingo nostálgico. Mas não faz sentido recomeçar algo que não foi terminado. Logo, recomeço não me serviria.

Pensei em chamar a segunda feira de vontade. Vontade de começar uma semana perfeita onde tudo haverá de se realizar e ser assim a melhor semana da minha vida. Ou pelo menos, superar a passada. Mas não, melhor deixar a vontade de lado, até porque os problemas não mudaram de uma semana pra outra, apenas foram transferidos, então que eu pelo menos tente essa vontade, mas não é ainda a melhor palavra.

Pensei em apelidar minha segunda feira de saudade. Saudade do sabado e do domingo, dos encontros e reencontros, das festas e da rotina. Maldita. Mas não, rotina é monótono demais para sentir saudade, festa cansa demais para querer voltar atrás.

Pensei em chamar minha segunda de primeira! Sim, primeira porque é o primeiro passo para a semana, primeira porque é o primeiro dia de trabalho. Mas primeira não daria, ela já foi intitulada segunda. Não tem como ser as duas, ou se é primeira, ou se é segunda.

Pensei então em chamá-la de …

Acho que não tenho mais palavras que se assemelhem. Talvez não há sinônimo, ou algo que traduza. Talvez na verdade, nem seja a segunda que precise ser apelidada. Ela já tem seu nome, pra quê mudá-lo? Talvez eu não esteja procurando um nome, ou uma palavra, ou sequer apelido. Talvez uma razão, em ao menos entender que a semana começa e termina, assim vem outra e outra e outra…

Não são minhas segundas que precisam ter palavras ou razão. Sou eu que preciso ter. Mudar e Entender que eu tenho que sentir VONTADE, para que com SAUDADE, possa dar o primeiro passo neste RECOMEÇO e, assim sendo mudar a forma de se ver que o começo da semana não é tão ruim assim.

Eu tenho que ser o PRIMEIRO a notar isso. E isso me basta.

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Sentidos sem sentido.

Julho 13, 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

Os sentidos que a vida toma,

me ensinou que não devo seguir contra a maré dos rios,

e nem ser agressivo como as ondas do mar.

 Por isso também, me encontro em posição de sentido,

como soldado que avante à luta assim sente.

Talvez que meu sentido não faça tanto sentido,

até porque brigo com o sentido dos ponteiros do Relógio,

coisa incomum no sentido em que gira o mundo.

Maldito Relógio que não pára!

Mas pelo menos o Sentido do tempo, me faz estar sentindo o chão movendo embaixo de meus pés,

mas mesmo assim tenho ficado sentido com a vida,

pessoas,

coisas.

Com o sentido todo que a vida tem.

Talvez isso não faça muito sentido também.

Talvez só os meus sentidos é que ouvem,

vêem, tocam,

 respiram

e degustam isso.

Barulhento, Assustador, Áspero, Deprecisativo e Amargo,

seria esse o sentido que sinto?

É…

faz sentido.

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O.o eXpEcTaTiVa! o.O

Julho 12, 2008

Temos percebido que a vida é cheia de expectativas,se fosse narrar as expectativas que todos temos em papéis folhas sulfite A4 gastaria no mínimo toneladas de papéis, além de construir um acervo que se equipararia com a Biblioteca Secreta do Vaticano, além do que demoraria meses para escrever e me sentiria no final deles, nada mais nada menos, que uma traça gigante.

Vivemos procurando coisas para fazer, e quando não as procuramos elas vêm até aqui e nos diz: FAÇA-ME! Assim, sempre estamos fazendo algo, e fazendo algo já pensamos que temos que fazer aquele outro algo, e por ai a vida vai passando…

Quando estamos fazendo algo, pensamos em construir algo: observe como a vida é:

“Eu quando crescer quero ser médico. [pensemos que para ser médico, temos que estudar, e até a faculdade enfrentaremos as escolas da vida, fazemos provas, trabalhos, arguições, apresentações, pagamos os famosos "micos", fazemos amigos e desfazemos também. Depois de formados na 4ª série, vamos estudar e agora para passar ano a ano, e formar a 8ª série, para depois continuar estudando e formar o 3° ano. Ufa! Que nada! Agora é vestibular! 

_É Medicina mesmo que eu quero? Então, eu me dou tão bem com história. Ah! Que saudade da Literatura, será que não tem alguma profissão do tipo "Médico historiador de vocábulos e expressões com sons e variações em antíteses, paradoxos e metáforas?

Duro destino este de ter que escolher entre um e outro. 

_Pronto, farei então Agronomia! [Até porque está bem ligada às lições de textos, história e ciências biológicas]. Assim sendo, passamos no vestibular da vida. Vem a ansiedade: república, faculdade, gatchenhos e gatchenhas!  Depois de descobrir que a Faculdade não é tanta coisa assim, estudamos, estudamos e estudamos. Para chegar no fim fazermos a famosa Monografia de Conclusão de Curso.

Afundamos os olhos, o pensamento [e tudo mais] em todos os livros possíveis e cabíveis, e pesquisa e isso e aquilo e apresenta e passei! Ufa!

E agora? Mercado de trabalho?  O.O

Sim, concursos, empregos, entrelinhas, “bicos”, deixamos a ala de “estudantes promissores” para “desempregados à procura”. A expectativa agora é outra, conseguir trabalho. Corre daqui, corre dali, entrega currículo, faz 28.456,78 cursinhos profissionalizantes para fazer volume no currículo e surpreender, e vai pra entrevista, enfrenta isso e aquilo outro. E ufa! Aceito.

Primeiro dia de trabalho, sufoco, felicidade, adrenalida e ansiendade, mistura bem exótica.

Depois disso, monotonia e repetição, agora pretendemos é aumento de salário e promoção.

Bora trabalhar?!..

Enfim, vemos que tudo que fazemos é pensando no futuro próximo, seja ele daqui 5 minutos ou daqui 10 anos. Tudo gira em torno de Expectativas, e isso nada mais é do que  ter esperança nos sonhos que cultivamos. Tanto é movido à expectativas que agora escrevo com a expectativa de ir superando e superando e superando, tendo em vista que este texto promissor de agora, já não será o primeiro do blog em menos de 24 horas…

É, talvez seja melhor eu deixar as expectativas de lado e ser realmente a traça gigante.

Por falar em traças, elas tem alguma expectativa?  O.O

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Ow. Ou.

Julho 11, 2008

Alguns dizem que nossos nomes refletem aquilo que verdadeiramente somos. Nossos nomes são nossas identidades, quem somos realmente, retratam nossa origem, fala-nos nossos rumos, e nos recordam as raízes. Não são apenas definições banais ou apenas referências biológicas, nossos nomes são coisas sagradas.

Não os escolhemos, na verdade nos é escolhido. Quando nascemos não optamos por chamar João, José, Maria ou Aparecida. Nossos nomes soam como música aos nossos ouvidos. Com o passar do tempo, os nomes vão sendo complementados, somos os chamados, o João filho da Maria com o Vicente. Ou então, o Márcio neto da Marta Antonieta da Silva Albuquerque Sousa Vieira. Somos apenas reconhecidos através das referências.

Depois disso as referências vão sendo transformadas também, são criados adjetivos que os complementam, passamos a não ser mais o José filho de fulano ou o João neto daquele Sicrano e daquela senhora Sicrana, agora somos o José meu vizinho, ou o João da Farmácia, ou o Antônio do 3°.

Tudo através de referências, isso quando não nos colocam no padrão estético da coisa. O José aquele gordinho fofo da 4ª série. Ou então o João aquele magrelão do 5° B. O bom de tudo é que nenhum ponteiro que a balança aponte está equilibrado.

Quando não somos medidos ou pesados em nossos nomes, somos colocados à prova de simpatia: o José, aquele chato que enche o saco, aquele lá burro que bombou 4 vezes lá da 4ª série. Ou então, o João, aquele CDF nerd imbecil da 5ª. Ou seja, não há padrão, ou somos burros ou Cdf’s imbecis.

Quando crescemos e fazemos um nome, mal o percebemos, aliás sempre somos chamados por eles, não?! Somos tão marcados quanto aos nossos nomes, que até nos esquecemos do quão nos é importante. Podemos perder tudo, mas nossa verdadeira identidade, jamais. E o nosso nome é aquilo que temos de mais valioso.

Aí batalhamos, vencemos conceitos, crescemos fazendo e construindo nosso nome pra chegar um dia na rua e ser abordado da seguinte forma:

Ow!…como que eu faço pra chegar nessa rua?

¬¬   Ou então entramos no msn na época digital e alguém diz:

Ou! Deixa eu lhe perguntar uma coisa.

¬¬   Ou então aquele amigo seu de anos de convivência, um dia jogando futebol grita como se fosse um animal pra você:

OWWWWWWWWWWWW!!! Está vendo a trave aí não, OUUUUUUUUUUUUUU???

Façamos entender que “Ou” nada mais é do que Conjunção Coordenativa Alternativa que liga dois termos ou duas orações de sentidos diferentes, e indica que, verificando o que se diz em uma delas, deixando verificar se o que é dito em uma é condizente a outra ou não: ou …. ou; ora …. ora; já …. já; quer …. quer, assim sendo passemos o exemplo:

Ou param de me chamar de “ou” ou vai ser chamado de “ou” também! Coisa irritante!

Nós temos nomes, caramba!