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Perdas e danos…

Julho 10, 2008

Desde crianças vemos nos romances e contos de fadas a importância do amor e o peso da expressão “Eu te amo.” Com nosso crescimento isso passa a ser algo tão óbvio e consequente que por si só se torna obrigatório. Iniciamos nossa caminhada pelo “Eu te amo” dentro de nossas famílias, são bilhetes amorosos para mamãe, papai, vovó, titia, madrinha e por ai crescemos amando, amando e amando…

Com a entrada para a escola vivenciamos o primeiro e infantil amor. São cartinhas, bobagenzinhas que fazem todos se mobilizar, fulando que gosta de sicrano, que dá anelzinho de chiclete, isso quando não são flores do jardim da escola, ou apontadores de lápis diferenciados para fulana. Ah! infância…

Quando adolescentes, sonhamos com quem realmente achamos que amamos…Sonho que nunca acaba.

Quando temos a verdadeira impressão do que é a tão chamada amizade, passamos a falar “Eu te amo” para amigos próximos, confidentes, irmãos por escolha, exemplos. Mas vemos que afastamos muitas vezes pela decepção ou pela distância, seja por quilômetros de espaço, ou quilômetros de coração para coração. É tudo questão de afinidade. Nós mudamos, eles também. E por isso nossa afinidade já não se afiniza como antes, e os “Eu te amo” do passado, já não são mais nosso presente e ficam esquecidos nas teias do inconsciente.

 Não é que sejam falsas as juras, mas é que já não correspondem mais àquilo que hoje sentimos. O medo de hoje é perder quem amamos atualmente. Isso não é amor, é apego. Porém, o apego também se vai um dia, é tão automático que nem sentimos, quando vemos já partiu, sem sequer acenos ou lágrimas.

Os “eu te amo” não foram falsos, nem por interesse, nem por infantilidade. Todo “Eu te amo” tem intensidade e são fases que como as da lua, muda. Tudo na vida passa. Até a uva.

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