Posts de Agosto, 2008

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Sentimentalismo.

Agosto 22, 2008

Sigo em frente, com postura eqüestre, talvez como ondas do mar gigantes, talvez como soldados cristãos avante.. Sigo em frente, e trago ao meu lado armas sagradas de fé e amor. Fé que se mistura a Esperança. E que juntas esperam mais do futuro que do hoje. Amor que não se mistura à nada. E que por mais que eu tente, permanece rente. Talvez como estátuas, talvez como as casas, talvez como nada. Amor que só serve para amar e se basta. Amor à vida, que mesmo com feridas, me faz suportar as novas armadilhas, seja do dia, seja da lida. Amor às pessoas, não que seja elas o máximo ou símbolo de perfeição. A maioria se faz injusta, lutam por si e só isso lhes cabe. Mas amo cada uma pelo fato de ainda acreditar que um dia elas podem ser melhores. Por amar, perdôo demais cada engano. Talvez os fatos, talvez os lapsos. E por mais que me enganem, acreditarei ainda na inocência, que para olhares externos pode parecer ingênua, mas que padeça, não pela dor, não pelo amor, mas pela indiferença. Talvez que creia demais em cada nova pessoa, ou em cada velha pessoa. Talvez por ser sonhador demais. Ou Ridículo demais. Nem bom, nem mau, luto apenas pelo ideal,. E mesmo que digam: Desista! As pessoas nunca serão da forma como você quer! Ei de persistir! Não por teimosia, mas pelo desafio, pois luto por tudo aquilo que acredito. Posso não ter apoio, talvez seja sorte demais, ou quem sabe demasiado azar. E que tudo venha contra mim!!! Mesmo assim continuarei seguindo em frente, e assim como meu amor, rente e crente de que tudo que consegui foi por acreditar nas coisas que conquistei, pois sei, que para ser basta querer. E assim sendo sei que EU SOU, EU QUERO E EU POSSO. Eis o fato de ser assim.

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Tudo a seu tempo.

Agosto 18, 2008

Há tempo para plantar.

Há tempo para colher.

Tempo pro sol.

Tempo pra chuva.

Tempo para recordar.

Tempo para reviver.

Tempo para o trabalho.

Tempo para a faculdade.

Tempo para as novidades.

Tempo para as comemorações.

Tempo de reprodução.

Tempo para a piracema.

Tempo para pensar.

Tempo para agir.

Tempo para escrever.

Tempo para imaginar.

Tempo para equilibrar.

Tempo para o tempo.

Mas há tempo em que é tempo de dar tempo para o nosso próprio tempo também.

Fazer o quê!?

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E é por isso que eu gosto lá de fora…

Agosto 6, 2008

Relembrando uma canção que aprendi a tocar nas aulas de violão quando criança, fiquei tentado a pensar sobre a Felicidade.

O ser humano busca tanto essa tal felicidade, que às vezes ela vem e vai e passa desapercebido. A felicidade do ser humano é uma felicidade muitas vezes falsa, “faixada”. Uma frase que li certa vez dizia:”Se meus olhos mostrassem minha alma, muitos ao me ver sorrindo chorariam comigo”. Talvez a infelicidade do ser humano esteja na carência de afeto. As pessoas vivem para serem observadas, analisadas e amparadas.

Pensando nessa tal felicidade, pensei que ser seria mais feliz…

Talvez a planta, por ser verde, e ter consigo orvalhos e formigas,

Talvez os sapos, que mesmo engolindo moscas vivem aos pulos,

Talvez os palhaços, por mesmo com toda tristeza conseguirem fazer as pessoas rirem de suas mais variadas e ridículas travessuras.

Talvez os grilos e cigarras, por cantar durante toda a vida, e um dia morrer de tanto cantarolar a felicidade de viver.

Creio que os mais felizes, são as corujas, que não enxergam com clareza os defeitos do mundo.

Talvez que os mais felizes sejam os pássaros por serem livres.

Talvez os pinguins por serem tão fiéis uns aos outros.

Não sei quem seria o mais feliz. Mas a certeza que tenho, é a de que de toda a lista o único que aqui não se encontra, é o ser humano. A Felicidade dele muitas vezes está nas coisas, e não nas pessoas. Muitas vezes está nas pessoas, mas não estão nos momentos. Muitas vezes estão nos momentos, mas nem ele consegue ver que a tem dentro de si. Do que adianta?

O que nos resta é sorrir falseamente como os palhaços, em alguns momentos nos fazer de sapos, e aos pulos se sentir livres como pássaros, e lembrar que como as plantas, também temos orvalhos ligados à nós que refrescam à nossa jornada. E tentar ao menos entender que podemos não ser tão fiéis quanto os pinguins, mas é necessário mesmo meio à turbulência da vida nos fazer “corujas” e assim, cantarolar talvez como grilos, talvez como cigarras, a velha canção que dizia:

“Felicidade, foi-se embora e a saudade no meu peito ainda mora…e é por isso que eu gosto lá de fora…porque sei que a falsidade não vigora…”