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Malas.

Julho 18, 2008

Sou um viajante que vago pelo mundo, trazendo comigo coisas, que apesar de simples são complexas, apesar de leves, são pesadas, apesar de tudo são minhas.

Carrego comigo sem beira e nem rumo, apenas uma mala de couro singelo e formato pequeno. Dentro dela tenho coisas valiosas, coisas que carrego desde outrora em busca de abrigo.

Dentro da maleta, tenho segredo, que  não são bem segredos. São confidências, algumas minhas, algumas suas, mas que guardo em sigilo e carrego comigo, trancadas ali dentro.

Tem ali também sorrisos, alguns sinceros como os daqueles bebês. Já alguns falsos como os de hiena. Mesmo assim os carrego, é necessário conhecer ambos para saber a autenticidade de cada.

Dentro desta maleta carrego dores, que me são pesadas, algumas são deixadas quando pesam demais. Outras as trago comigo, como instrumento de bússola que me mostra o caminho que devo realmente confiar.

Dentro de minha mala, tenho alguns medos, talvez nem sejam medos, mas sim receios. Receio de “ois” e de “tchaus”, de seguir em frente ou voltar atrás.

Dentro de minha bagagem, trago desejos, alguns devaneios, outros sensatos demais.

Trago dentro de minha sacola, a liberdade, como criança que balança rapidamente no parque ao vento. Dá um frio na barriga o movimento e assim sendo, ainda trago comigo a prisão, não por escolha, é mais por imposição de alguns que aconselharam-me ao sair:

_Leve-a, pode precisar!

 

Trago na maleta marrom escura, a esperança de abrigo, talvez que nem seja só disso, talvez precise daquilo que nem eu sei que preciso. Mas sei que a trago. Nunca a vi ali dentro, mas sei que não a esqueci. Deve estar no fundo, ou misturada, ou em algum canto, é tanta coisa que quando vejo me perco.

 

Trago na mala, encantos, alguns grandes, alguns enormes, outros imensos. Não existem encantos pequenos. Encanto que é encanto já é encanto por si só.

 

Trago comigo, meus pés descalços, peito à frente, cabeça erguida. Queixo empinado, como quem se orgulha. Como alguém que esnoba. Mas não é esta a questão. Não noto o mundo de cima para baixo por opção, nem por “esnobação”, o meu queixo pra cima é aquele de quem engole o choro, e que mesmo com uma imensa vontade de gritar se cala, é a dor consentida, orgulhos feridos, decepções definidas. Mas isso já não me maltrata, há remédio que sara.

 

Trago além dos pés descalços, mãos sacudidas, de quem trabalha e disso não tem medo. Mãos que acariciam! Ah! Trago na mala, carinhos, gestos de incentivo e muita força de vontade.

Essa é minha bagagem. Está certo que me pesa, mas compensa. De nada me serviria a vida se não a tivesse comigo.

Continuarei com essa bagagem toda viajando. Procurando. Às vezes eu paro e me distraio, tiro algo e abandono. Algumas vezes paro, observo, e guardo mais algo que um dia poderá me servir.

Não sei o que coloco ali todos os dias, nem me lembro quando coloquei ali cada coisa. Achei até que minha maleta não tinha marcas, e que fosse de barracas, daquelas de brechó. Esses dias eu percebi sua etiqueta, sua marca é gloriosa e vi o escrito que se designava Fé.

Carrego comigo minha maleta, de erros e acertos, sentimentos e medos, etiqueta. Pés descalços,  mãos sublimes e acima de mim apenas asas. Um dia achei que fossem anjos que me perseguiam, olhava para trás e já não os via. Olhava para cima e penas me caíam. Eram brancas e imensas. Pensei:

_São anjos que fazem festas.

Engraçado tinha impressão de que eram tão grandes que chegavam a tocar o céu.

 

Um dia abrindo minha maleta lembrei de um achado, que há tempos encontrado ali estava esquecido. Era um pequeno espelho já quebrado, que refletia em mim, algo inimaginável.

Quando me vi, notei que não carregava apenas malas, mas asas que um dia me ajudarão o caminho seguir.

Os caminhos são assim, as bagagens são assim. A utilidade das asas?…

Os sonhos me são assim.

 

 

 

 

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Crer é viver.

Julho 17, 2008

É necessário na vida aprendermos a crer.

Crer que o mundo não foi feito para nós. Nós que fomos feitos pra ele.

Crer que nele devemos apenas viver. E vivendo, ser mais pacífico e se possível indiferente à tudo aquilo que nos maltrata.

Crer que sendo mais pacífico viveremos em serenidade e sendo indiferentes, seremos mais felizes.

Crer que sendo mais felizes, tornaremos as pessoas à nossa volta, mais felizes também. E sendo mais serenos, carregaremos conosco a tranquilidade onde quer que a gente vá.

Indo, estaremos caminhando, rumo à algum objetivo.

Tendo objetivo, teremos uma razão para continuar a caminhada da vida.

E caminhando veremos, que um pé vai na frente do outro. Mas que mesmo assim recuar as vezes é necessário. A vida é feita passo a passo. Se resolvermos andar muito depressa cairemos nela.

Se algum dia tivermos desilusões com alguém, ou formos agredidos por quem amamos, haveremos de nos reconstruir. E por mais que nossa alma desabe, nada a fará se perder. Não há destroços que não podem ser retirados, e restos que não podem ser reconstruídos.

Se um dia desabarmos dessa forma, teremos alguém conosco, que nos dará a mão, o braço, o pé e tudo aquilo que puder. Mas o mais importante de tudo é o Coração que ela com bondade nos doará.

Veremos também, que nem sempre serão as mesmas pessoas do nosso lado. Em um desabamento é um, noutro é outro. Isso é a lei da Rotatividade.

Isso é regra. E não tem excessão.

Tudo se acalma, tudo se acomoda e vida volta ao seu ritmo normal, anormal, corrido, lento, mas sempre um ritmo contínuo, sem data pra início e sem data para o fim. E sem data também para recomeços.

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Não importa a -feira.

Julho 14, 2008

Pensei em uma palavra que me definisse o novo dia que se inicia, vivemos de palavras, vivemos de ações, porque não mudar o nome de nossos dias por sonhos que temos e queremos?

Pensei em fazer da segunda feira o recomeço. Talvez por recomeçar tudo aquilo que ficou parado durante o recesso de um sábado agitado e de um domingo nostálgico. Mas não faz sentido recomeçar algo que não foi terminado. Logo, recomeço não me serviria.

Pensei em chamar a segunda feira de vontade. Vontade de começar uma semana perfeita onde tudo haverá de se realizar e ser assim a melhor semana da minha vida. Ou pelo menos, superar a passada. Mas não, melhor deixar a vontade de lado, até porque os problemas não mudaram de uma semana pra outra, apenas foram transferidos, então que eu pelo menos tente essa vontade, mas não é ainda a melhor palavra.

Pensei em apelidar minha segunda feira de saudade. Saudade do sabado e do domingo, dos encontros e reencontros, das festas e da rotina. Maldita. Mas não, rotina é monótono demais para sentir saudade, festa cansa demais para querer voltar atrás.

Pensei em chamar minha segunda de primeira! Sim, primeira porque é o primeiro passo para a semana, primeira porque é o primeiro dia de trabalho. Mas primeira não daria, ela já foi intitulada segunda. Não tem como ser as duas, ou se é primeira, ou se é segunda.

Pensei então em chamá-la de …

Acho que não tenho mais palavras que se assemelhem. Talvez não há sinônimo, ou algo que traduza. Talvez na verdade, nem seja a segunda que precise ser apelidada. Ela já tem seu nome, pra quê mudá-lo? Talvez eu não esteja procurando um nome, ou uma palavra, ou sequer apelido. Talvez uma razão, em ao menos entender que a semana começa e termina, assim vem outra e outra e outra…

Não são minhas segundas que precisam ter palavras ou razão. Sou eu que preciso ter. Mudar e Entender que eu tenho que sentir VONTADE, para que com SAUDADE, possa dar o primeiro passo neste RECOMEÇO e, assim sendo mudar a forma de se ver que o começo da semana não é tão ruim assim.

Eu tenho que ser o PRIMEIRO a notar isso. E isso me basta.

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Sentidos sem sentido.

Julho 13, 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

Os sentidos que a vida toma,

me ensinou que não devo seguir contra a maré dos rios,

e nem ser agressivo como as ondas do mar.

 Por isso também, me encontro em posição de sentido,

como soldado que avante à luta assim sente.

Talvez que meu sentido não faça tanto sentido,

até porque brigo com o sentido dos ponteiros do Relógio,

coisa incomum no sentido em que gira o mundo.

Maldito Relógio que não pára!

Mas pelo menos o Sentido do tempo, me faz estar sentindo o chão movendo embaixo de meus pés,

mas mesmo assim tenho ficado sentido com a vida,

pessoas,

coisas.

Com o sentido todo que a vida tem.

Talvez isso não faça muito sentido também.

Talvez só os meus sentidos é que ouvem,

vêem, tocam,

 respiram

e degustam isso.

Barulhento, Assustador, Áspero, Deprecisativo e Amargo,

seria esse o sentido que sinto?

É…

faz sentido.

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O.o eXpEcTaTiVa! o.O

Julho 12, 2008

Temos percebido que a vida é cheia de expectativas,se fosse narrar as expectativas que todos temos em papéis folhas sulfite A4 gastaria no mínimo toneladas de papéis, além de construir um acervo que se equipararia com a Biblioteca Secreta do Vaticano, além do que demoraria meses para escrever e me sentiria no final deles, nada mais nada menos, que uma traça gigante.

Vivemos procurando coisas para fazer, e quando não as procuramos elas vêm até aqui e nos diz: FAÇA-ME! Assim, sempre estamos fazendo algo, e fazendo algo já pensamos que temos que fazer aquele outro algo, e por ai a vida vai passando…

Quando estamos fazendo algo, pensamos em construir algo: observe como a vida é:

“Eu quando crescer quero ser médico. [pensemos que para ser médico, temos que estudar, e até a faculdade enfrentaremos as escolas da vida, fazemos provas, trabalhos, arguições, apresentações, pagamos os famosos "micos", fazemos amigos e desfazemos também. Depois de formados na 4ª série, vamos estudar e agora para passar ano a ano, e formar a 8ª série, para depois continuar estudando e formar o 3° ano. Ufa! Que nada! Agora é vestibular! 

_É Medicina mesmo que eu quero? Então, eu me dou tão bem com história. Ah! Que saudade da Literatura, será que não tem alguma profissão do tipo "Médico historiador de vocábulos e expressões com sons e variações em antíteses, paradoxos e metáforas?

Duro destino este de ter que escolher entre um e outro. 

_Pronto, farei então Agronomia! [Até porque está bem ligada às lições de textos, história e ciências biológicas]. Assim sendo, passamos no vestibular da vida. Vem a ansiedade: república, faculdade, gatchenhos e gatchenhas!  Depois de descobrir que a Faculdade não é tanta coisa assim, estudamos, estudamos e estudamos. Para chegar no fim fazermos a famosa Monografia de Conclusão de Curso.

Afundamos os olhos, o pensamento [e tudo mais] em todos os livros possíveis e cabíveis, e pesquisa e isso e aquilo e apresenta e passei! Ufa!

E agora? Mercado de trabalho?  O.O

Sim, concursos, empregos, entrelinhas, “bicos”, deixamos a ala de “estudantes promissores” para “desempregados à procura”. A expectativa agora é outra, conseguir trabalho. Corre daqui, corre dali, entrega currículo, faz 28.456,78 cursinhos profissionalizantes para fazer volume no currículo e surpreender, e vai pra entrevista, enfrenta isso e aquilo outro. E ufa! Aceito.

Primeiro dia de trabalho, sufoco, felicidade, adrenalida e ansiendade, mistura bem exótica.

Depois disso, monotonia e repetição, agora pretendemos é aumento de salário e promoção.

Bora trabalhar?!..

Enfim, vemos que tudo que fazemos é pensando no futuro próximo, seja ele daqui 5 minutos ou daqui 10 anos. Tudo gira em torno de Expectativas, e isso nada mais é do que  ter esperança nos sonhos que cultivamos. Tanto é movido à expectativas que agora escrevo com a expectativa de ir superando e superando e superando, tendo em vista que este texto promissor de agora, já não será o primeiro do blog em menos de 24 horas…

É, talvez seja melhor eu deixar as expectativas de lado e ser realmente a traça gigante.

Por falar em traças, elas tem alguma expectativa?  O.O

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Ow. Ou.

Julho 11, 2008

Alguns dizem que nossos nomes refletem aquilo que verdadeiramente somos. Nossos nomes são nossas identidades, quem somos realmente, retratam nossa origem, fala-nos nossos rumos, e nos recordam as raízes. Não são apenas definições banais ou apenas referências biológicas, nossos nomes são coisas sagradas.

Não os escolhemos, na verdade nos é escolhido. Quando nascemos não optamos por chamar João, José, Maria ou Aparecida. Nossos nomes soam como música aos nossos ouvidos. Com o passar do tempo, os nomes vão sendo complementados, somos os chamados, o João filho da Maria com o Vicente. Ou então, o Márcio neto da Marta Antonieta da Silva Albuquerque Sousa Vieira. Somos apenas reconhecidos através das referências.

Depois disso as referências vão sendo transformadas também, são criados adjetivos que os complementam, passamos a não ser mais o José filho de fulano ou o João neto daquele Sicrano e daquela senhora Sicrana, agora somos o José meu vizinho, ou o João da Farmácia, ou o Antônio do 3°.

Tudo através de referências, isso quando não nos colocam no padrão estético da coisa. O José aquele gordinho fofo da 4ª série. Ou então o João aquele magrelão do 5° B. O bom de tudo é que nenhum ponteiro que a balança aponte está equilibrado.

Quando não somos medidos ou pesados em nossos nomes, somos colocados à prova de simpatia: o José, aquele chato que enche o saco, aquele lá burro que bombou 4 vezes lá da 4ª série. Ou então, o João, aquele CDF nerd imbecil da 5ª. Ou seja, não há padrão, ou somos burros ou Cdf’s imbecis.

Quando crescemos e fazemos um nome, mal o percebemos, aliás sempre somos chamados por eles, não?! Somos tão marcados quanto aos nossos nomes, que até nos esquecemos do quão nos é importante. Podemos perder tudo, mas nossa verdadeira identidade, jamais. E o nosso nome é aquilo que temos de mais valioso.

Aí batalhamos, vencemos conceitos, crescemos fazendo e construindo nosso nome pra chegar um dia na rua e ser abordado da seguinte forma:

Ow!…como que eu faço pra chegar nessa rua?

¬¬   Ou então entramos no msn na época digital e alguém diz:

Ou! Deixa eu lhe perguntar uma coisa.

¬¬   Ou então aquele amigo seu de anos de convivência, um dia jogando futebol grita como se fosse um animal pra você:

OWWWWWWWWWWWW!!! Está vendo a trave aí não, OUUUUUUUUUUUUUU???

Façamos entender que “Ou” nada mais é do que Conjunção Coordenativa Alternativa que liga dois termos ou duas orações de sentidos diferentes, e indica que, verificando o que se diz em uma delas, deixando verificar se o que é dito em uma é condizente a outra ou não: ou …. ou; ora …. ora; já …. já; quer …. quer, assim sendo passemos o exemplo:

Ou param de me chamar de “ou” ou vai ser chamado de “ou” também! Coisa irritante!

Nós temos nomes, caramba! 

 

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Perdas e danos…

Julho 10, 2008

Desde crianças vemos nos romances e contos de fadas a importância do amor e o peso da expressão “Eu te amo.” Com nosso crescimento isso passa a ser algo tão óbvio e consequente que por si só se torna obrigatório. Iniciamos nossa caminhada pelo “Eu te amo” dentro de nossas famílias, são bilhetes amorosos para mamãe, papai, vovó, titia, madrinha e por ai crescemos amando, amando e amando…

Com a entrada para a escola vivenciamos o primeiro e infantil amor. São cartinhas, bobagenzinhas que fazem todos se mobilizar, fulando que gosta de sicrano, que dá anelzinho de chiclete, isso quando não são flores do jardim da escola, ou apontadores de lápis diferenciados para fulana. Ah! infância…

Quando adolescentes, sonhamos com quem realmente achamos que amamos…Sonho que nunca acaba.

Quando temos a verdadeira impressão do que é a tão chamada amizade, passamos a falar “Eu te amo” para amigos próximos, confidentes, irmãos por escolha, exemplos. Mas vemos que afastamos muitas vezes pela decepção ou pela distância, seja por quilômetros de espaço, ou quilômetros de coração para coração. É tudo questão de afinidade. Nós mudamos, eles também. E por isso nossa afinidade já não se afiniza como antes, e os “Eu te amo” do passado, já não são mais nosso presente e ficam esquecidos nas teias do inconsciente.

 Não é que sejam falsas as juras, mas é que já não correspondem mais àquilo que hoje sentimos. O medo de hoje é perder quem amamos atualmente. Isso não é amor, é apego. Porém, o apego também se vai um dia, é tão automático que nem sentimos, quando vemos já partiu, sem sequer acenos ou lágrimas.

Os “eu te amo” não foram falsos, nem por interesse, nem por infantilidade. Todo “Eu te amo” tem intensidade e são fases que como as da lua, muda. Tudo na vida passa. Até a uva.

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Desequilíbrio…

Julho 9, 2008

Uma vez ouvi de alguém, que o certo no mundo é o que afirma a lei do “equilíbrio”…tudo o que fazemos não deve ser mais do que devido e nem menos, porém tudo deve ser feito na medida correta.

Logo, percebi que so notei isso quando já é tarde demais. Vivemos diariamente fazendo nossas coisas “rotineiras” de menos e de mais… O que gostamos muito fazemos excessivamente. O que gostamos pouco ou simplesmente não gostamos, fazemos “malemá”. A lei do “faço o que quero a hora que eu quero” virou algo que se torna a cada dia fator principal para o desequilíbrio humano, seja ele no aspecto espiritual, intelectual, sentimental ou material. Uns ambicionam demais dinheiro, e fazem tudo aquilo que podem e não podem em busca do mesmo. Outros vivem para leitura e ficam lunáticos, enquanto outros detestam livros e por isso caem na lama da ignorância. Alguns procuram a Deus todas as manhãs, e isso lhes basta; outros nem o procuram, enquanto alguns se internam em seminários e se sacrificam mesmo não tendo sequer dom para o mesmo.

Mas de todos os “desequilíbrios” creio que o sentimental seja o pior. Depositamos nossa felicidade no outro, depositamos tudo que temos no outro, carinho, afeto, conhecimento, documentos, sorrisos, momentos. Tudo é vivido e dado ao outro, enquanto devíamos medir mais o que deve ou não ser repassado. Passamos dos limites , pensando no bem para aquele a quem cativamos, quando na verdade deveríamos medir o bem que os fazemos. Quando vamos com muita sede ao pote, nos decepcionamos, não porque a culpa é do outro, mas por depositarmos excessivamente neles, esperamos reconhecimento e troca, tudo que depositamos, queremos de volta com juros e correção.

Então, aprendamos que Doar é necessário, mas pesar o quanto devemos doar é fundamental. Porém, vemos e notamos isso , quando já nos é passada a hora de pesar… então o que nos resta é a consequência.

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Impulso…

Julho 8, 2008

Há momentos onde a necessidade de não se pensar no que fazer ou falar, é fundamental para o sucesso e felicidade. Somos tão racionais na maioria das vezes, pensando antes como deveríamos agir diante das situações, como ser, como ter, conquistar…viver..amar…Mas a verdade é que chega um momento onde algo nos diz: “Vai. Faz. Não pensa não.”

Agimos como crianças, agimos como criaturas predispostas a um objetivo simples: viver!…às vezes é bom ouvir mais o coração, até porque nem sempre a Razão tem razão. Agir por instinto em momentos felizes, se jogar com aquela vontade imensa de viver, viver, viver… Não há problemas na vida que não possam ser solucionados. A gente se preocupa tanto com tudo, com todo mundo, com o que falam, pensam, dizem, que na maioria das vezes colocamos tudo em primeiro lugar e esquecemos de nossas próprias vontades, quando na verdade o lugar correto para tudo no mundo seria o último na fila da vida. Paremos pois, de agir como os outros agiriam. É hora da inovação de comportamento, elevação da mente, e busca da felicidade… eis a certeza da vida…a busca incessante pelo que acreditamos ser a felicidade.

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Fardos…

Julho 4, 2008

 

 

 

 

 

 

 

Carregamos durante todos os dias fardos pesados e imensos, alguns são os chamados responsabilidades, outros são conhecidos por compromissos e relações humanas, todos estes são opcionais, depende de cada um querer ou não carregá-los. Porém, há três fardos que somos obrigados um dia a carregar: um é o Passado, outro o Presente…e o terceiro é o Futuro. Na verdade, o único que TEMOS que realmente carregar, é o presente, só que com tanta coisa a ser feita, tanta coisa a ser pensada em tão pouco tempo, tanta correria e desgaste, passamos a carregar conosco automáticamente os outros dois fardos. O que lhes digo, é que não devemos carregá-los. Eles nos são úteis, porém fica mais leve seguir nosso caminho carregando apenas o fardo chamado Presente.

Então, o conselho é deixar de carregar o passado junto de si, traga-o consigo na memória, tirando proveito apenas as suas coisas boas, esse é o objetivo.

Carregue seu presente, ele é o que tem de mais precioso hoje…

e quanto ao seu Futuro, deixe pra carregar amanhã. Você fica mais ágil para viver.