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I-N-T-E-R-D-E-P-E-N-D-Ê-N-C-I-A

março 27, 2009

A interdependência chega a ser evidente na vida da gente.

Alguns dias, está mais claro tal fato.

Alguns dias, está mais omitido isso tudo isso que eu digo.

Mas poder refletir sobre a necessidade humana de se ter ao lado pessoas afins e pessoas nem tão afins é dádiva divina, mesmo meio ao caos que assola a vida.

O que tenho notado é que sem os conflitos de nada adiantaria a vida. Se bem que sem eles a própria vida seria mais tranqüila, mas donde viria a tal evolução moral, individual, intelectual tão movidas e defendidas como grandes e confusas monografias?

O que temos na verdade na vida, não são os objetos, jóias e apegos. São pessoas. As que queremos e as que não queremos. Por mais que digamos que não a queremos, elas estarão por este simples fato de não a querermos!..E não é que por não querer a vida facilita a entrada delas na nossa vida?

Confuso? Que nada! Isso já nos é visível no cotidiano monótono, parado, pacato. Não que seja tudo estagnado, pelo contrário. A rotina por mais agitada que seja, só de já ser rotina já é monótona, parada, pacata.

É fato! E fatídico.

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Procura-se um meio termo.

janeiro 28, 2009

Faz algum tempo que já não escrevo… Engraçado o quanto isso era bom e importante pra mim. Estive pensando em escrever durante vários dos muitos dias e horas e tempos que se passaram, porém não houve ânimo, nem vontade, nem esforço. O que senti apenas foi um medo grotesco, um nojo horrendo de quem descobriria o quão é fraco e burro.

Medo de me deparar com idéias que não quero, sentimentos escondidos que tranco em minh’alma e que escapolem e se topam, se juntam e se formam diante de uma tenra mão, uma simples e avulsa folha e um lápis fino.

Senti por muitas horas um receio como quem ama pela primeira vez e como quem mente pela última. Notável é observar o quanto o homem sofre com os ALTOS e baixos da vida. Eu particularmente digo que esses “altos” são mais altos pra mim do que os dos outros garotos adultos e insensatos e tolos e bobos e sonhadores e presos à idéias torpes que consomem e martirizam e doem.

E digo ainda que os meus “baixos” são ainda mais poços e fundos, bueiros d’alma que corroem o espírito, machucam o ego e ferem e me ferem e te ferem dos pés a cabeça.

De nada adianta lamurias de consciência que se choca e se mata aos poucos num campo chamado solidão-de-fora-pra-dentro.

Creio, pois, que talvez não adiante também lamentos lacrimejosos como gritos histéricos de vida-morta que clama socorro e urra, e chora, e teme, e vegeta e grita, e urra, e chora, e teme, e vegeta, e grita como uma repetição brusca e ridícula de Eu contra Mim mesmo num conflito parcial e imparcial onde a luta é confusa e dolorosa, a convivência necessária e a vontade inexistente.

E o que sobra é a sobra do lápis e da ponta do lápis e do branco da folha e da mão boba que insiste em escrever e lamentar, lamentar, lamentar como única esperança de mudança, como quem espera à deriva, a carona na próxima embarcação.

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Perdoar?

outubro 18, 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PERDOAI-OS Ó PAI, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM!

 

Será que não sabem mesmo?!

Sabem…eles pensam também e sentem também assim como todos sentimos. Mas eles não tem a noção da proporção de maldade que cultivam fazendo-nos o mal. Sim…Sempre tem os dois lados da moeda, os dois lados da coisa: MOCINHO X VILÃO. Resta a cada um saber quem é quem!

Mas já perceberam que pra ambos eles são os MOCINHOS?! Será?!

 

 

Cada um defende seu ponto de vista, e aquilo que crê ser correto. Mas nem sempre o que crê-se estar correto, o é verdadeiramente.

Há 3 tipos de perdão:

1 – Perdoar da boca pra fora.

2 – Perdoar da boca pra dentro.

3 – Não perdoar.

O primeiro é o mais comum, quando dizemos:

Sim! Eu o perdoô. Mas por dentro o ódio, a mágoa e o ressentimento continuam a borbulhar.

O segundo é aquele que não narramos, não deixamos os telespectadores a par do que acontece. Apenas perdoamos para nós mesmos e isso nos basta… Mas mesmo assim, somos incapazes de abraçar o outro, dizer as mesmas confissões e confiar novamente é difícil demais pro coração de um ser que é humano.

O terceiro é o mais cômodo, e hoje acho o mais correto. Não julgo, não aponto, não provoco, mas não agrado, não amo, não confio. Sou indiferente. E esse perdão tem como meta e lema: _ Deus há de saber analisar, e assim julgar-nos. O meu erro e o seu erro. Ele sabe o que fazer.

Que assim seja!

 

Perdoai-os Ó Deus! Mesmo eles sabendo o que fazem, mas não sabendo a imensa proporção do mal que causam.

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Sentimentalismo.

agosto 22, 2008

Sigo em frente, com postura eqüestre, talvez como ondas do mar gigantes, talvez como soldados cristãos avante.. Sigo em frente, e trago ao meu lado armas sagradas de fé e amor. Fé que se mistura a Esperança. E que juntas esperam mais do futuro que do hoje. Amor que não se mistura à nada. E que por mais que eu tente, permanece rente. Talvez como estátuas, talvez como as casas, talvez como nada. Amor que só serve para amar e se basta. Amor à vida, que mesmo com feridas, me faz suportar as novas armadilhas, seja do dia, seja da lida. Amor às pessoas, não que seja elas o máximo ou símbolo de perfeição. A maioria se faz injusta, lutam por si e só isso lhes cabe. Mas amo cada uma pelo fato de ainda acreditar que um dia elas podem ser melhores. Por amar, perdôo demais cada engano. Talvez os fatos, talvez os lapsos. E por mais que me enganem, acreditarei ainda na inocência, que para olhares externos pode parecer ingênua, mas que padeça, não pela dor, não pelo amor, mas pela indiferença. Talvez que creia demais em cada nova pessoa, ou em cada velha pessoa. Talvez por ser sonhador demais. Ou Ridículo demais. Nem bom, nem mau, luto apenas pelo ideal,. E mesmo que digam: Desista! As pessoas nunca serão da forma como você quer! Ei de persistir! Não por teimosia, mas pelo desafio, pois luto por tudo aquilo que acredito. Posso não ter apoio, talvez seja sorte demais, ou quem sabe demasiado azar. E que tudo venha contra mim!!! Mesmo assim continuarei seguindo em frente, e assim como meu amor, rente e crente de que tudo que consegui foi por acreditar nas coisas que conquistei, pois sei, que para ser basta querer. E assim sendo sei que EU SOU, EU QUERO E EU POSSO. Eis o fato de ser assim.

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Tudo a seu tempo.

agosto 18, 2008

Há tempo para plantar.

Há tempo para colher.

Tempo pro sol.

Tempo pra chuva.

Tempo para recordar.

Tempo para reviver.

Tempo para o trabalho.

Tempo para a faculdade.

Tempo para as novidades.

Tempo para as comemorações.

Tempo de reprodução.

Tempo para a piracema.

Tempo para pensar.

Tempo para agir.

Tempo para escrever.

Tempo para imaginar.

Tempo para equilibrar.

Tempo para o tempo.

Mas há tempo em que é tempo de dar tempo para o nosso próprio tempo também.

Fazer o quê!?

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E é por isso que eu gosto lá de fora…

agosto 6, 2008

Relembrando uma canção que aprendi a tocar nas aulas de violão quando criança, fiquei tentado a pensar sobre a Felicidade.

O ser humano busca tanto essa tal felicidade, que às vezes ela vem e vai e passa desapercebido. A felicidade do ser humano é uma felicidade muitas vezes falsa, “faixada”. Uma frase que li certa vez dizia:”Se meus olhos mostrassem minha alma, muitos ao me ver sorrindo chorariam comigo”. Talvez a infelicidade do ser humano esteja na carência de afeto. As pessoas vivem para serem observadas, analisadas e amparadas.

Pensando nessa tal felicidade, pensei que ser seria mais feliz…

Talvez a planta, por ser verde, e ter consigo orvalhos e formigas,

Talvez os sapos, que mesmo engolindo moscas vivem aos pulos,

Talvez os palhaços, por mesmo com toda tristeza conseguirem fazer as pessoas rirem de suas mais variadas e ridículas travessuras.

Talvez os grilos e cigarras, por cantar durante toda a vida, e um dia morrer de tanto cantarolar a felicidade de viver.

Creio que os mais felizes, são as corujas, que não enxergam com clareza os defeitos do mundo.

Talvez que os mais felizes sejam os pássaros por serem livres.

Talvez os pinguins por serem tão fiéis uns aos outros.

Não sei quem seria o mais feliz. Mas a certeza que tenho, é a de que de toda a lista o único que aqui não se encontra, é o ser humano. A Felicidade dele muitas vezes está nas coisas, e não nas pessoas. Muitas vezes está nas pessoas, mas não estão nos momentos. Muitas vezes estão nos momentos, mas nem ele consegue ver que a tem dentro de si. Do que adianta?

O que nos resta é sorrir falseamente como os palhaços, em alguns momentos nos fazer de sapos, e aos pulos se sentir livres como pássaros, e lembrar que como as plantas, também temos orvalhos ligados à nós que refrescam à nossa jornada. E tentar ao menos entender que podemos não ser tão fiéis quanto os pinguins, mas é necessário mesmo meio à turbulência da vida nos fazer “corujas” e assim, cantarolar talvez como grilos, talvez como cigarras, a velha canção que dizia:

“Felicidade, foi-se embora e a saudade no meu peito ainda mora…e é por isso que eu gosto lá de fora…porque sei que a falsidade não vigora…”

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Nem tudo são flores.

julho 26, 2008

Ando me questionando sobre sentimentos como amor e amizade. Não falo do amor, aqueles conhecidos pelos sentimentalismos de um romance como Jack e Rose, Romeu and Juliet, mas sim o amor ao próximo.

Creio que o Amor pode ser classificado em várias modalidades, não que seja um esporte, ou lei, mas ele já se faz importante pelo simples fato de não avisar quando vem, por quem vem e quando vai.

O primeiro amor, creio que seja o amor à Família. Não que escolhamos ser o primeiro amor, até porque amor não se escolhe. Porém é com eles que convivemos nos primeiros anos de nossas vidas. O Amor à Família vem por si só, na convivência. É o amor não escolhido e incondicionado.

O segundo amor, seria o vindo da civilidade, ou socialização. É o amor ao amigo. Sabe aqueles que quando criança chamamos de: Meu melhor amigo! Isso é amor. E nesse amor há uma pureza singela, algo infantil e verdadeiro.

O terceiro amor, é o mais esquecido de todos, é aquele que nos faz sentir “pena”, “dó”, pelas pessoas, o que define este amor é a sensibilidade própria do coração humano. É aquele amor lembrado por Jesus que dizia: “Amai ao próximo, como a ti mesmo”. É o amor pelas pessoas que vivem nas ruas, é o amor em se preocupar com o que se veste, se passam frio, fome, se são agredidos. Ou então o amor aos bebês abandonados em orfanatos, jogados em rios. Esse é um amor divino.

O quarto amor é aquele que mais se modifica durante nossas vidas. A gente nunca sabe quando ele vem e quando ele vai embora. É o romance, as conquistas. São tão passageiros que se faz cumprir o : “Que seja eterno enquanto dure”. Sábia frase. É um amor passageiro e marcante.

O último amor que na verdade deveria ser o primeir, só é o último porque está em extinção. É o amor-próprio. Pensamos mais nos outros, do que em nós. Fazemos mais em virtude do que o outro pensa e fala do que no que realmente queremos. Nos preocupamos com atitutes que são nossas, mas que serão julgadas pelo outro que nos assiste. O amor-próprio é dosado, se não for assim, será egocentrismo ou porque não arrogância. Mas as pessoas nem se lembram que ele existe, quem dirá se lembrarão de dosá-lo.

Amor é assim, grande, pequeno, suave e intenso. E tem o começo, o meio e o fim. E se restar lembranças do que é amar, estas serão tão pequenas e relativas que não  saberemos decifrar se amamos, quem amamos e qual amor é o mais intenso.

Todo amor é assim…